
O espírito da adolescência pode ter, sim, toques de humor negro: Frances Cobain (na foto, à dir.), filha de Kurt Cobain, do Nirvana, organizou uma festa de aniversário em Los Angeles com o seguinte tema : “suicidal 16″. Durante a festa, promoveu um concurso de fantasias de “mortos”. Neste link tem mais fotos do evento, copiadas do MySpace da garota. Nem sei se a notícia já é velha — o convescote ocorreu em setembro –, mas como fã da banda do pai dela achei que valia registrar por aqui. É isso. (Dica da Maria Rita Escosteguy).

Sugestão de leitura: a entrevista que Catherine Millet deu para o Nouvel Observateur, na ocasião do lançamento de seu novo livro, “Dia de Sofrimento”. Diretora da revista Art Press, ela causou um certo alvoroço no mundo literário ao lançar, em 2001, o livro “A Vida Sexual de Catherine M.”, em que narra suas experiências sexuais com diversos parceiros, muitos deles anônimos. Sete anos depois, ela conta em seu novo livro “como o ciúme penetrou em seu casamento”. A entrevista foi traduzida e publicada pelo jornal Folha de S.Paulo. Abaixo, um trecho:
“A sra. resume muito bem o dilema que a atormenta, definindo-se ao mesmo tempo como uma mulher “constante em seu casamento” e “sexualmente versátil”.
MILLET - Direi ainda mais. Acho que, se pude ter a vida sexual desenfreada que foi a minha durante algum tempo, foi precisamente porque estava muito estável no amor, muito sólida em meu casamento. É porque eu não tinha nenhuma necessidade afetiva não satisfeita que podia encontrar prazer indo de um parceiro a outro. Eu tinha amor em casa, eu podia buscar apenas o prazer fora dela.
Podemos dizer, para resumir, que a sra. tem dois corpos -o do amor, do qual é proprietária, e o do prazer, do qual é locatária?
MILLET - Sim, foi a fotografia que me revelou isso. Perguntaram-me muitas vezes como eu podia aceitar ser fotografada nua, sem preparativos, de maneira quase improvisada, numa plataforma de estação ou num banco de jardim, e eu sempre respondi que não dava a mínima. São imagens de um corpo, é verdade, mas aquilo não sou eu. Meu corpo não é minha pessoa. Quando o empresto a outros, posso me retirar dele. É por isso que sou bem menos narcísica do que já foi dito: não tenho absolutamente a preocupação de ficar bela diante da objetiva e, tampouco, a de disfarçar minhas imperfeições.”
Para aproveitar a deixa, lembro que o London Times publicou ontem uma matéria sobre “mulheres viciadas em sexo“.

A seção “Concerts a Emporter” do site La Blogotheque, é um bom lugar para procurar novidades musicais. Semanalmente, os editores adicionam um vídeo de alguma banda nova (ou artista solo), “sem montagens cosméticas” e “filmando a música como ela chega, sem preparações ou artifícios”. Vale um clique. (Dica da Gabriela Weber de Moraes).

O pessoal da moda talvez goste deste site, o “Modista“, ainda em versão beta. Funciona assim: você escolhe um acessório, clica naquele que mais gostar e a ferramenta apresenta outras opções, mais ou menos dentro do mesmo estilo. Gostei. As opções parecem infinitas. Tem sapatos masculinos e femininos (adultos e crianças), bolsas e óculos, por enquanto. Vale uma olhada. Acho que a maioria das lojas não entrega no Brasil, o que é bom para o meu e para o seu bolso, de qualquer forma. (Dica da Márcia de Miranda).

Para quem gosta de design e de ilustração, uma coleção de capas antigas das revistas Vogue e Vanity Fair: parte 1, parte 2 e parte 3. Tem boas referências. Vale a pena dar uma olhada.
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Para começar a terça-feira, o som de Elvis Perkins: “All The Night Without Love“. Bacana.
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“O que o sr. acha que um historiador no ano de 2200 vai dizer quando olhar para trás e analisar este final de milênio?
Barbrook - Acho que ele vai ter dificuldade em entender que nós usávamos dinheiro. O mesmo tipo de dificuldade que temos em imaginar hoje em dia como eram as relações feudais de suserania e vassalagem.
O que eu acho interessante é que esta utopia da ‘economia da doação’ (gift economy) não é algo apocalíptico, dramático, com pessoas agitando bandeiras nas ruas — uma visão corrente da transição para uma sociedade utópica. Do meu ponto de vista, é algo banal e mundano e que está sendo feito a partir da prática cotidiana das pessoas.”
O trecho acima foi tirado de uma entrevista que o professor Richard Barbrook concedeu ao jornalista Rogério Pacheco Jordão, há quase uma década. Continua atual. Via Nas Entrelinhas, lembrado pelo próprio Rogério.
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O próximo suplemento de turismo do New York Times trará uma página sugerindo dicas para quem vai passar apenas “36 horas em Paris“. A versão impressa só sai no jornal de domingo, mas o site já adiantou a publicação. O autor do texto sugere, por exemplo, três boas galerias de arte no Marais: a Galerie Perrotin, a Frank Elbaz e a LHK. Para anotar.
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A PC World foi atrás de algumas celebridades da internet, tipo Judson Laipply (o cara do vídeo “Evolution of dance“) e Gary Brolsma, do “Numa Numa“, para saber o que eles estão fazendo agora. Laipply, além de fazer palestras em escolas e empresas, está preparando a continuação de “Evolution…”, que deve ser jogada na rede no começo do ano que vem. Brolsma montou a “Numa Network“. E por aí vai. Boa pauta.
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Um pouco de escapismo proporcionado pela site The Daily Beast: “lembra quando a vida era como um dry martini?”, pergunta o editor. A frase é usada para jogar luz sobre o trabalho do fotógrafo Slim Aarons, que nos anos 50, 60 e 70 ganhava a vida fazendo retratos de pessoas endinheiradas que viviam a doce vida. É de Aarons o cultuado livro “A Wonderful Time: An Intimate Portrait of The Good Life“, uma coleção de fotografias da elite americana que, na atual conjuntura econômica, são mais do que a memória visual de um mundo que não volta mais. O conjunto é, sem dúvida, um comentário nostálgico a respeito do que o dinheiro podia representar — algo que se perdeu na aventura especulativa dos dias de hoje. Aarons começou sua carreira como fotógrafo de guerra, nos anos 40, e depois colaborou com Vogue, Life etc. Neste link, uma galeria com dez imagens feitas por ele. Acima, uma tarde no hotel Carlton, em Cannes, no ano de 1958.
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